Feira de Flores

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SINCOMFLORES- A HISTÓRIA DA FEIRA DE FLORES

sincomflores
 SINDICATO DO COMÉRCIO ATACADISTA DE FLORES E PLANTAS DO ESTADO DE SÃO PAULO - SINCOMFLORES
                                              REGISTRO NO MINISTÉRIO DO TRABALHO Nº 46.000.008249/93

Fundado em 3 de agosto de 1993, durante esses anos o SINCOMFLORES firmou-se como um sindicato de ação, reunindo, hoje, os cerca de 2 000 produtores e comerciantes atacadistas sindicalizados do entorno da cidade de São Paulo e do Estado.

A relação de produtos e produtores apresentada para consulta neste site, reúne os associados que são consultados todo o mês e apresentam os melhores preços e produtos.

Temos certeza que a escolha desses produtores irá satisfazer os que procuram qualidade e preço. Boa pesquisa.

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RUA AROABA, 273 – VILA LEOPOLDINA – CEP 05315-021 - SÃO PAULO-SP TEL- (11) 3831-2033  e   (11) 3834-0415

 

A HISTÓRIA DA FEIRA DE FLORES NA CEAGESP

A feira de flores na Ceagesp está intimamente ligada ao ex-presidente do SINCOMFLORES, Koldeway Chaves. 

Nos idos de 1964, Koldeway já integrava a administração estadual quando, em maio de 1969, o Governo do Estado de São Paulo reuniu as empresas: CEASA-CENTRO ESTADUAL DE ABASTECIMENTO e a CAGESP- ARMAZÉNS GERAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO e formou a CEAGESP-Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo.

Koldeway dá o seu depoimento:

- Quando inauguraram a Ceasa (atual Ceagesp), em 1965, nenhum produtor de hortifrutigranjeiro queria mudar-se para lá, todos estavam acostumados na Cantareira e não queriam sair de jeito nenhum. Nós da administração da Ceagesp, íamos todas as madrugadas tentar convencer os produtores e comerciantes para que se mudassem para lá, mas eles relutavam alegando que era muito longe e os compradores não iriam até a Vila Leopoldina, pois estavam acostumados na região cerealista no Centro da cidade (atual Mercado da Cantareira).

 - Estavamos em pleno regime militar e o governador do Estado de São Paulo na época, Adhemar de Barros, nos convocou para uma reunião no Palácio dos Bandeirantes, juntamente com o comando da Cavalaria da Polícia Militar. Abriu a reunião nos dizendo:  

“Estou fazendo esta reunião para dizer aos senhores que o Governo do Estado de São Paulo gastou uma grande verba para a construção de um novo mercado para os produtores, com banheiros com pias de mármore, espelhos de cristal, etc. mas eles não reconheceram ! Ao meu comando, por ocasião da primeira chuva, mandarei abrir todas as compotas dos rios que se juntam ao Tamanduatei e, então, o Mercado da Cantareira certamente ficará inundado. Vamos então aproveitar e colocar todo o transporte de caminhões do estado e fazer a mudança da Cantareira para a Ceagesp na Vila Leopoldina.” 

Na primeira chuva que caiu as ordens foram cumpridas, pois, nada sobrou lá na Cantareira e, por ordem do governador Adhemar de Barros, o antigo mercado foi “interditado”.


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Vista do Mercado da Cantareira, centro de São Paulo

 E, prossegue Koldeway: 

- Muitos produtores foram à falência, o Sindicato dos Feirantes fez greve e todos realizaram muitos protestos porque alegavam que a Ceagesp era muito longe e dificultava o abastecimento. 

- O governo do estado deu ordens para que a diretoria da Ceagesp, na época, aceitasse os prejuízos dos produtores e os isentassem dos pagamentos de aluguéis por um ano. Hoje faz mais de 40 anos que tudo isso ocorreu e o Entreposto da Ceagesp, na Vila Leopoldina, já não comporta mais o movimento atual. Sinal dos tempos. 

Sobre a Feira de Flores relata Koldeway:

- Nessa primeira mudança só foram para a Ceagesp os produtores de hortifrutigranjeiros, os de flores realizavam sua comercialização na Praça Charles Müller, em frente ao Estádio do Pacaembú, até 1967, quando o governo estadual decidiu que deveriam ir também para a Ceagesp. 

- Nessa época eu era encarregado da fiscalização do setor de flores da Ceagesp e íamos visitar essa comercialização todas as terças e sextas-feiras para distribuir panfletos e convencer os produtores de flores a mudarem-se para a Ceagesp. Encontramos resistência, como havia ocorrido anos antes no setor de hortifrutigranjeiro. 

- Depois de várias reuniões com os produtores de flores e suas entidades sem sucesso, reuniram-se a Coordenadoria da Secretaria da Agricultura, o comando da Polícia Militar e da Cavalaria, e nós da fiscalização da Ceagesp, todos sob o comando único do Delegado de Polícia Sergio Paranhos Fleury, na época, o maior repressor do regime militar.  

- Numa manhã, todo esse batalhão prostou-se na Praça Charles Müller para evitar que os produtores armassem suas barracas e começamos a distribuir intimações determinando que os produtores e compradores fossem para a Ceagesp definitivamente.

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Vista da Praça Charles Muller, em frente ao Estádio do Pacaembú, SP

- Lembro-me, com clareza, que a Cavalaria cercou os produtores e floristas e, ao meu lado estava o delegado Fleury, que acompanhava a entrega das intimações, foi quando uma florista, de certa idade e com um defeito físico que a obrigava a andar de cadeira de rodas, e estava ali querendo fazer suas compras, recebeu a intimação. Pegou a intimação e com uma pronúncia aportuguesada começou a gritar bem alto para que todos escutassem: “Pega esse papelito…, pelo menos serve como papel higiênico…”

- O delegado Fleury aproximou-se dessa senhora e deu-lhe um pé-de-ouvido que virou a cadeira de rodas e ela rolou pelo chão, em seguida a Polícia Militar e a Cavalaria começaram com a pancadaria geral, muitos produtores e floristas saíram machucados nesse dia, e a partir daí, a comercialização de flores mudou-se para a Ceagesp, inicialmente com 147 produtores de flores no MLP, depois abrimos a PBC-F, a Paralela e hoje são mais de mil produtores e comerciantes.

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 Feira de Flores na Ceagesp

 - Essa é a história da Feira de Flores da Ceagesp, em seguida fundamos, em 1993, o SINCOMFLORES, para congregar esses produtores e comerciantes que atuam em todo o Estado de São Paulo.

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Koldeway F. Chaves- ex-Chefe da fiscalização, Assessor da Diretoria e aposentado pela Ceagesp, Paisagista com intercâmbio em Israel e França, presidente do Sincomflores desde a sua fundação em 1993 até o seu falecimento em 2011. Membro da Câmara Setorial de Flores e Plantas do Estado de São Paulo e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Colaborador editorial em revistas e livros especializados. (in memoriam)

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